Mudando para Toronto em 2005 em busca de uma vida melhor.
Tuesday, November 25, 2008
O Lucas Nasceu!!!
Pessoal, passamos aqui rapidinho só para registrar o nascimento do nosso pequeno Lucas, que nasceu no dia 3 de Dez no North York General Hospital, pesando 3.117 kilos. Mamãe e bebê estão ótimos e mais tarde a Carol descreverá como foi o parto (de antemão posso dizer que adorei adoramos o hospital e o tratamento recebido).
Mazel Tov!!!!!!!
Wednesday, November 12, 2008
URGENTE - Procura-se Goleiro
Precisamos urgentemente de um goleiro para a liga de quinta-feira!!!
Quem estiver afim de participar, me mande um email:
fernando_pinho@hotmail.com
Thursday, November 06, 2008
Invisíveis?????
Toronto sempre me pareceu uma cidade super civilizada: pessoas educadas, que esperam os outros sairem do metrô e dos ônibus antes de embarcarem, que ajudam os outros no meio da rua, etc....Mas esta visão mudou quando fiquei grávida. Desde então tenho percebido o quanto o desrespeito e a malandragem também existem por aqui (infelizmente).
A começar pelo metrô, onde as pessoas enxergam meu barrigão (não tem como não perceber que estou grávida, afinal, estou com 8 meses!) e me ignoram. São pouquíssimas as pessoas que me oferecem seus lugares quando o vagão está cheio e que levantam para eu sentar. A maioria não se preocupa, não estão nem aí. Somos invisíveis para eles.
E isso não é só com grávida não, mas também com pessoas idosas que claramente sofrem com as viagens. E agora a surpresa: quem está sentado, escutando IPOD, e fingindo que não nos vêem são, na maioria, adolescentes!
Claro que tenho que ser justa e lembrar que já vi mais pessoas mais educadas, preocupadas com os outros e oferecendo seus lugares. Mas a realidade é que são poucos. Outra coisa que reparei são as vagas reservadas. Elas existem em alguns malls. O Vaughn Mills é um deles, porém aí vem a surpresa: mais de uma vez peguei no flagra pessoas que não se enquadram nestas condições parando o carro na maior cara de pau em uma destas vagas. E não adianta dizer que talvez fossem grávidas em início de gestação, porque eram homens.
A última vez que isso aconteceu foi inacreditável. Fomos no Wal-Mart aqui perto de casa, e vimos uma vaga reservada para gestante. Como estávamos na contra mão, o Fernando foi dar a volta com o carro, e no meio do caminho um honda nos cortou na maior velocidade. O Fernando ainda comentou: só falta ele parar lá! Foi justamente o que aconteceu! E pior: a mulher que estava dirigindo viu a vaga reservada para deficientes e não parou, claro, porque precisa de licença no carro. Em seguida avistou a de gestante e não pensou duas vezes. Parou na maior cara de pau, saiu do carro e foi no Wal-Mart. Eu fiquei tão irritada que dei um berro dizendo que a vaga estava reservada para gestantes, e que não era o caso dela. Mas claro, falei com as paredes!
Mas o pior é que a cultura do país parece ser assim. Já reparei que aqui nem idoso nem gestante tem prioridade de atendimento em bancos, ou supermercados por exemplo. Na verdade o país só se preocupa com os deficientes, que aí sim tem preferência sempre. Não que eles não mereçam, pelo contrário, mas com 8 meses de gravidez posso dizer que ficar em pé cansa, e muito! Acho muito triste um país que se diz tão civilizado ter este tipo de atitude, que infelizmente, me lembra as malandragens do Brasil. Aliás, pelo o que eu saiba, São Paulo neste sentido está anos luz na nossa frente.